LEGO Batman: Legacy of the Dark Knight, o primeiro Lego que me conquistou
Uma carta de amor ao automobi… digo ao Cavaleiro das Trevas

No dia 22 de maio deste 2026, chegou ao mercado o título LEGO Batman: Legacy of the Dark Knight. Por hora disponível para PlayStation 5, Xbox Series S/X e PC (versão de Nintendo Switch 2 será lançada em setembro).
Um sentimento conflitante surgiu por aqui, ao mesmo tempo que eu estava amando suas apresentações em eventos de games ao longo do tempo (particularmente pela sua proximidade aos jogos da franquia Batman: Arkham), confesso que eu detesto os jogos de Lego.
Pelo título já deixei meio explícito para qual lado eu fiquei, mas irei contar um pouco mais no texto abaixo, sem spoilers. A análise a seguir foi feita em cima de uma gameplay do Xbox Series S.

Premissa/Narrativa
LEGO Batman: Legacy of the Dark Knight é uma grande mescla de histórias e referências que já conhecemos do nosso querido herói. Teremos por aqui Batman (1989), Batman Returns (1992), Batman & Robin (1997), a trilogia do Christopher Nolan (2005 a 2012), The Batman (2022), dentre outros.
Em seu treinamento, Bruce Wayne terá como mentor Ra's al Ghul e a já conhecida liga das sombras como o seu alicerce. Uma diferença do Batman Begins, é que neste game já conhecemos Talia al Ghul logo de cara, sendo a nossa primeira parceira nesta jornada.
Terminado o seu treinamento, chegou a hora de salvar Gotham City dos perigos e temores provocados pelos malfeitores espalhados por aí.

Gameplay/Jogabilidade
Sua jogabilidade de fato busca bastante os jogos Batman: Arkham, isso não é uma pura coincidência, a própria Rocksteady Studios aparece nos créditos deste título sendo uma das parceiras na hora do desenvolvimento.
Contudo, ainda estamos lidando com uma produção Lego, as mecânicas precisam e são mais acessíveis para uma criança ou pessoa que particularmente não tem muito contato com jogos também poderem se divertir.
No combate corpo a corpo, temos aquela magnetização onde os personagens vão de encontro aos inimigos espalhados pelo cenário, e pelo lado do stealth, tudo é bem tranquilo, os inimigos têm uma enorme dificuldade em visualizar o jogador, podemos até dançar na sua frente que dá tempo de se esconder.
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Falei mais cedo sobre ter Talia al Ghul como parceira, ela é apenas a primeira. O título é pensado para ser jogatinado inteiramente em co-op local, por exemplo. Sempre teremos alguém do lado, que por sua vez terá uma habilidade especial para desbloquear algum quebra cabeça.
Quer ficar com um personagem pois gostou mais da jogabilidade? Sem problemas, a troca pode ser feita a qualquer momento, sem imbróglios. Podemos também optar por skins a gosto do jogador, existem várias espalhadas por aí (sendo elas desbloqueadas no término das fases e outras por compras/missões secundárias).
A navegação por Gotham City é mais próxima do Batman: Arkham Knight (porém com um mapa menor). Podemos nos locomover com o nosso arpéu, indo de telhado em telhado buscando alguns boosts no caminho, ou simplesmente utilizar o Batmóvel, que também pode ser alterado entre muitas versões do homem morcego.

Direção de arte/Aspectos técnicos
No Xbox Series S não tive nenhum problema com quedas de fps ou crashs durante a minha jogatina. Tudo fluiu normalmente até mesmo em cenários com muitos inimigos na tela, porém admito que não cheguei a testar a opção do co-op local.
Gotham City está tão bonita nessa versão, dá vontade de ficar passeando por aí só fazendo as missões procedurais que vão aparecendo conforme vamos navegando.

Conclusão
LEGO Batman: Legacy of the Dark Knight é fenomenal! Fui finalmente fisgado por uma experiência Lego (isso focando nos jogos pois em filmes eu já gosto bastante). O humor por mais bobo que seja, tira risadas sinceras ao longo de toda a jogatina, é tudo muito bem pensado, demonstrando que os desenvolvedores sabem exatamente o que é o personagem.
As referências, os services, estão espalhados aos montes, e eu como um fanboy da trilogia do Nolan, fiquei mais do que feliz em ver que eles deram destaque maior para estes filmes em específico (isso focando nas histórias principais).

Como aspecto positivo, destaco sua gameplay, seu humor bobo, suas referências e o seu desempenho.
Como aspecto negativo, a rapidez que os capítulos vão sendo finalizados após o 3º, parece que eles correram um pouco para fechar a história.

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Guilherme Scarpelli
MPIlhaOliveira
Games e um pouco de vida social.
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