Nintendo desafia tendências e prova que não precisa de novos IPs para dominar

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Em vez de criar franquias inéditas, a Big N aposta em mecânicas revolucionárias dentro de universos já consagrados.

PRA RESUMIR

  • Nintendo prioriza jogabilidade em vez de criar novas franquias por necessidade.

  • Ken Watanabe afirma que a empresa utiliza suas séries já consolidadas para aplicar novas ideias.

  • O Switch 2 já mostra força em vendas, mantendo foco em franquias clássicas e alguns experimentos.

A Nintendo é amplamente reconhecida por expandir e reinventar suas franquias de longa data, mas raramente cria novos IPs. Em entrevista à Bloomberg, o programador Ken Watanabe destacou que a empresa não sente necessidade urgente de lançar novas marcas, já que possui uma base sólida de séries que podem ser reinventadas de diferentes formas.

Ao comentar sobre o processo criativo da companhia, Watanabe explicou que a Nintendo sempre coloca a mecânica de jogo em primeiro lugar. Só depois disso é escolhida a franquia na qual a novidade pode se encaixar. Segundo ele: “Novas franquias não surgem simplesmente porque não há uma necessidade real. Quando a Nintendo decide inovar, o foco está em criar uma nova maneira de jogar.”

O programador ainda destacou que a parte estética é secundária nesse processo. “Quanto à pele ou invólucro, eles realmente não se preocupam tanto. Apenas escolhem o que melhor se ajusta à nova jogabilidade.”

De fato, a Nintendo possui uma enorme gama de franquias clássicas, a maioria delas representada de forma consistente ao longo de seus consoles. O caso mais notável de uma nova série de sucesso foi Splatoon, lançado em 2015 no Wii U, que ganhou duas sequências no Switch e está prestes a receber seu primeiro grande spin-off, Splatoon Raiders.

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A própria trajetória de Watanabe reflete isso, já que ele trabalhou tanto em Splatoon quanto em jogos como Super Mario Bros. Wii e Pikmin 3.

Ainda assim, a Nintendo ocasionalmente arrisca em projetos fora do comum, especialmente no início de um novo ciclo de hardware. O Nintendo Switch, por exemplo, trouxe o experimental ARMS como destaque. Já o Switch 2 contou com outro título inovador, Drag X Drive, que explora esquemas de controle pouco convencionais.

Apesar disso, os lançamentos mais relevantes do Switch 2 reforçam a tradição: Mario Kart World e Donkey Kong Bananza, além de edições atualizadas de clássicos como The Legend of Zelda: Breath of the Wild, Tears of the Kingdom e Super Mario Party Jamboree.

Desde o lançamento oficial em julho, o Switch 2 provou seu impacto no mercado. Nos EUA, foram vendidas mais de 2 milhões de unidades só em agosto, colocando o console no topo das paradas. Mundialmente, a Nintendo já acumula 5,82 milhões de vendas do novo hardware, enquanto o Switch original ultrapassou impressionantes 153,10 milhões. No lado do software, o Switch 2 soma 8,67 milhões de cópias vendidas, em comparação com os 1,4 bilhão alcançados pelo Switch anterior.

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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
Web Designer, apaixonado por tecnologia e gamer orgulhoso de acompanhar todas as gerações e seus grandes títulos.
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