Pocketpair descarta inteligência artificial para atender desejo dos jogadores

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O diretor de comunicação John Buckley reforça que o estúdio prefere manter a essência humana diante da desaprovação dos fãs.

PRA RESUMIR

  • A Pocketpair confirmou que não utiliza IA generativa em seus processos internos de desenvolvimento.
  • Para John Buckley, a tecnologia é uma tendência insustentável e os jogadores preferem o toque humano.
  • O debate sobre o uso de ativos artificiais divide a indústria em 2026, gerando contrastes entre grandes estúdios.

Em um momento onde o uso de IA generativa se tornou o centro das discussões éticas e técnicas na indústria de games, a Pocketpair, desenvolvedora do fenômeno Palworld, assumiu uma postura definitiva. John Buckley, chefe de comunicação e publicação do estúdio, revelou que a empresa optou por não utilizar essas ferramentas por um motivo simples e direto: os jogadores não querem.

Buckley foi enfático em entrevista recente, afirmando que se o público rejeita a tecnologia, não há razão para insistir em sua implementação. Para o executivo, as tendências de mercado que impulsionam a IA no desenvolvimento atual são insustentáveis a longo prazo. Ele descreveu o cenário como algo incerto e destacou que até mesmo o Steam tem aumentado o rigor e a resistência contra conteúdos gerados artificialmente em sua plataforma.

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A Pocketpair mantém uma equipe robusta de artistas internos que, segundo Buckley, têm orgulho de realizar o trabalho de forma manual. Ele questionou a necessidade de substituir o talento humano por algoritmos apenas para 'economizar tempo', classificando a prática como sem sentido. Buckley ainda expressou um desconforto pessoal ao consumir jogos com ativos de IA, sentindo que a tecnologia frequentemente destoa da qualidade visual do restante da obra.

Sobre o futuro da publicidade nos games, Buckley acredita que a transparência se tornará regra. Ele prevê que, em dois ou três anos, haverá um embate maior entre mercados que aceitam a tecnologia e aqueles que a rejeitam, especialmente no Ocidente. Esse contraste já é visível em grandes produções de 2026: enquanto a Playground Games confirmou que não utilizou vozes sintéticas no novo Fable, a Crystal Dynamics admitiu o uso de IA generativa nas fases conceituais de Tomb Raider: Legacy of Atlantis.

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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
Web Designer, apaixonado por tecnologia e gamer orgulhoso de acompanhar todas as gerações e seus grandes títulos.
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