Electronic Arts inicia onda de demissões em massa após venda bilionária para fundo saudita
Cortes na EA sinalizam o início de um período sombrio para a indústria de games com demissões iminentes na Xbox e Bethesda.

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PRA RESUMIR
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O cenário da indústria de jogos em 2026 acaba de sofrer um novo abalo com a confirmação de que a Electronic Arts iniciou uma série de demissões em suas divisões globais. Segundo o renomado analista Destin Legarie, embora esta rodada inicial seja considerada de pequena escala, ela é apenas o prenúncio de cortes mais severos que devem ocorrer nos próximos meses. Funcionários de múltiplas áreas já começaram a ser notificados sobre seus desligamentos.
Essa reestruturação na EA acontece em um momento crítico de transição. Após a aprovação dos acionistas em dezembro para a venda da empresa por US$ 55 bilhões a um consórcio formado pelo Public Investment Fund (PIF) da Arábia Saudita, Affinity Partners e Silver Lake Partners, a gigante agora aguarda o sinal verde definitivo dos órgãos reguladores. No entanto, o modelo de negócio adotado, que transfere parte da dívida bilionária da aquisição para a própria Electronic Arts, está forçando a companhia a buscar uma operação extremamente enxuta e lucrativa.
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Dentro dos corredores da BioWare, o clima é de apreensão total. Desenvolvedores do estúdio responsável por Dragon Age e Mass Effect relataram que já vinham preparando seus portfólios desde o anúncio da venda, temendo que os cortes fossem apenas uma questão de tempo. "A sensação é de que o relógio está correndo para todos nós", afirmou uma fonte interna sob anonimato.
O fenômeno, contudo, não é exclusivo da EA. O jornalista francês Sylvain Trinel descreveu o atual momento como o início de um "banho de sangue generalizado" nas publicadoras. A Microsoft também está no olho do furacão, com a nova liderança de Asha Sharma focando na lucratividade absoluta da marca Xbox. Relatos de George Broussard, cofundador da 3D Realms, indicam que na Bethesda e na ZeniMax, qualquer funcionário que não esteja diretamente ligado aos projetos de Fallout ou The Elder Scrolls corre risco iminente de demissão.
Estúdios renomados como DON’T NOD e Quantic Dream também foram citados como alvos de possíveis fechamentos ou reduções drásticas. Com o fim do ano fiscal se aproximando em 30 de junho, a indústria de games se prepara para o que pode ser o verão mais difícil da história para os desenvolvedores, à medida que os grandes conglomerados priorizam balanços financeiros em detrimento da estabilidade de seus talentos criativos.
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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
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